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O que eu também não entendo

Em todo o canto é possível perceber que existem sinais de competição. É inevitável que isso ocorra, a influência da competição nos é implementada desde que nascemos. O único (que não necessariamente quer dizer que seja de pouca relevância) problema é que por causa dessa ênfase exagerada, qualquer coisa ruma ao extremismo competitivo. Principalmente ao se tratar do mundo da arte, onde uma breve falha é enxergada como um erro idiomático absurdo na vista de um letrado. Um esforçado com pouco talento é irrelevante, desimportante. 

É justamente nesse grupo que me localizo. Sei tocar violão, mas sou tão experiente quanto alguém que começou a fazê-lo há dois meses. Sei fazer poemas, mas não sei agradar que os le do jeito que eu queria. Mas o que me mais dói é fazer anos de aula de dança (jazz, ballet, sapateado) e não conseguir me sentir satisfeita com meus próprios resultados, muito menos ouvir um elogio vindo de colegas de classe (mesmo com toda a competição anteriormente citada, algo bem feito costuma ser sempre reconhecido, mesmo que feito a contragosto). É oferecer ajuda e explicações sobre a execução de determinada sequência ou passo e não conseguir executá-los por falta de habilidade ou uma falta de sorte momentânea.

Mal consigo fazer uma pirueta, não tenho muita elasticidade e nem o corpo apropriado para uma bailarina, mas isso não me impede de continuar. Então por que me importo? Não possuo uma malemolência apropriada para executar as sequências que são passadas, não consigo fazer inúmeras coisas de nível simplório, sequer demonstro expressões ao dançar (mais por vergonha de fazê-lo), me esforço, vou atrás do que perco ou não consigo acompanhar por conta própria, tendo o reconhecimento apropriado raríssimas vezes, perco horas ensaiando na (vã?) tentativa de me aprimorar, luto contra questões corporais que insistem em tentar me derrubar (problemas no joelho, arritmias cardíacas). Não pretendo seguir carreira no mundo da dança, mas a ponho em um dos meus principais focos gerais. Então por que não desisto de vez?

A única justificativa, o único fator que me faz seguir até onde eu não deveria é o amor, a paixão por toda e qualquer demonstração de arte, em especial esta, que combina toda a expressão, tudo o que o seu corpo quer dizer aos compassos de uma música ou um som qualquer. Já perdi as contas de quantas vezes entro na sala de aula com um humor horrível ou sombrio e em cinco minutos já me sinto radiante, com vontade de abraçar todos ali presentes. Ou mesmo quando estou depressiva, em casa… É só colocar uma música para tocar que me libero, deixo meu corpo dizer o que minha mente e minha boca não conseguem, e tchum, estou renovada.

Não me importo com minha falta de talento, mas me irrito com minha insatisfação comigo mesma. Tudo bem que é impossível estar cem por cento satisfeito consigo mesmo em relação a tudo, mas uma satisfação que me esboçasse um sorriso já seria muito, mas muito bom.

I’m feeling depressive again, but i don’t know the real reason this time. I just feel that huge need to cut myself or even jump out of my window, but i know that i am stronger than those momentaneous wills, even though that i feel like losing my strenght little by little lately. Also, i don’t know for how long hiding what i am really feeling here will help. I just don’t want to worry my friends and my parents anymore.

And the weirdest thing is that i do not feel like crap like i felt before, i just want to cry and cut me until this bad feeling is over. I don’t think i need psycological help, i just want to feel better all by myself, like i did before…

Lily Allen – Littlest Things
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Lily Allen - Littlest Things

Dreams, dreams

Of when we had just started things

Dreams of you and me

It seems, it seems

That I can’t shake those memories

I wonder if you have the same dreams too

Fuck it all. Fuck u, bastard.

Fuck it all. Fuck u, bastard.

O que eu também não entendo

Em todo o canto é possível perceber que existem sinais de competição. É inevitável que isso ocorra, a influência da competição nos é implementada desde que nascemos. O único (que não necessariamente quer dizer que seja de pouca relevância) problema é que por causa dessa ênfase exagerada, qualquer coisa ruma ao extremismo competitivo. Principalmente ao se tratar do mundo da arte, onde uma breve falha é enxergada como um erro idiomático absurdo na vista de um letrado. Um esforçado com pouco talento é irrelevante, desimportante. 

É justamente nesse grupo que me localizo. Sei tocar violão, mas sou tão experiente quanto alguém que começou a fazê-lo há dois meses. Sei fazer poemas, mas não sei agradar que os le do jeito que eu queria. Mas o que me mais dói é fazer anos de aula de dança (jazz, ballet, sapateado) e não conseguir me sentir satisfeita com meus próprios resultados, muito menos ouvir um elogio vindo de colegas de classe (mesmo com toda a competição anteriormente citada, algo bem feito costuma ser sempre reconhecido, mesmo que feito a contragosto). É oferecer ajuda e explicações sobre a execução de determinada sequência ou passo e não conseguir executá-los por falta de habilidade ou uma falta de sorte momentânea.

Mal consigo fazer uma pirueta, não tenho muita elasticidade e nem o corpo apropriado para uma bailarina, mas isso não me impede de continuar. Então por que me importo? Não possuo uma malemolência apropriada para executar as sequências que são passadas, não consigo fazer inúmeras coisas de nível simplório, sequer demonstro expressões ao dançar (mais por vergonha de fazê-lo), me esforço, vou atrás do que perco ou não consigo acompanhar por conta própria, tendo o reconhecimento apropriado raríssimas vezes, perco horas ensaiando na (vã?) tentativa de me aprimorar, luto contra questões corporais que insistem em tentar me derrubar (problemas no joelho, arritmias cardíacas). Não pretendo seguir carreira no mundo da dança, mas a ponho em um dos meus principais focos gerais. Então por que não desisto de vez?

A única justificativa, o único fator que me faz seguir até onde eu não deveria é o amor, a paixão por toda e qualquer demonstração de arte, em especial esta, que combina toda a expressão, tudo o que o seu corpo quer dizer aos compassos de uma música ou um som qualquer. Já perdi as contas de quantas vezes entro na sala de aula com um humor horrível ou sombrio e em cinco minutos já me sinto radiante, com vontade de abraçar todos ali presentes. Ou mesmo quando estou depressiva, em casa… É só colocar uma música para tocar que me libero, deixo meu corpo dizer o que minha mente e minha boca não conseguem, e tchum, estou renovada.

Não me importo com minha falta de talento, mas me irrito com minha insatisfação comigo mesma. Tudo bem que é impossível estar cem por cento satisfeito consigo mesmo em relação a tudo, mas uma satisfação que me esboçasse um sorriso já seria muito, mas muito bom.

I’m feeling depressive again, but i don’t know the real reason this time. I just feel that huge need to cut myself or even jump out of my window, but i know that i am stronger than those momentaneous wills, even though that i feel like losing my strenght little by little lately. Also, i don’t know for how long hiding what i am really feeling here will help. I just don’t want to worry my friends and my parents anymore.

And the weirdest thing is that i do not feel like crap like i felt before, i just want to cry and cut me until this bad feeling is over. I don’t think i need psycological help, i just want to feel better all by myself, like i did before…

Fuck it all. Fuck u, bastard.

Fuck it all. Fuck u, bastard.

Fuck yeah!

Fuck yeah!

(via killgasm)

O que eu também não entendo
Regina Spektor – Genius Next Door

Regina Spektor - Genius Next Door

Hold in your breath ‘til you come back up in full

Hold in your breath ‘til you thought it through, you foolish child

Lily Allen – Littlest Things

Lily Allen - Littlest Things

Dreams, dreams

Of when we had just started things

Dreams of you and me

It seems, it seems

That I can’t shake those memories

I wonder if you have the same dreams too

Shall I give up?

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